O fim da escala 6x1 entra em uma nova etapa nesta terça-feira, 6 de outubro de 2026, mas a escala ainda não acabou. O Senado incluiu a PEC 221/2019 na pauta da sessão prevista para começar às 14h, e o item está registrado oficialmente como a primeira sessão de discussão em primeiro turno.
Isso significa que os senadores começam uma fase de debate no Plenário. A inclusão na pauta não equivale a aprovação, não altera imediatamente a jornada de trabalho e também não significa que haverá votação automática nesta terça.
A escala 6x1 acabou?
Não. As regras atuais continuam valendo enquanto a proposta de emenda à Constituição não concluir todas as etapas legislativas e, se aprovada, for promulgada.
A PEC 221/2019 já foi aprovada pela Câmara dos Deputados e recebeu parecer favorável da Comissão de Constituição e Justiça do Senado. Agora, começa a fase de discussão no Plenário do Senado.
Por isso, manchetes dizendo que “a escala 6x1 acabou” antes da conclusão do processo não descrevem corretamente a situação atual.
O que o Senado discute nesta terça-feira
A pauta oficial da Sessão Deliberativa Ordinária de 6 de outubro coloca a PEC 221/2019 como primeiro item. O início está previsto para 14h, em formato semipresencial.
O Senado classifica a etapa como primeira sessão de discussão, em primeiro turno. O Parecer nº 59/2026 da CCJ, relatado pelo senador Omar Aziz, é favorável à proposta e contrário às 36 emendas apresentadas na comissão.
O calendário também prevê discussões na quarta-feira, 7 de outubro, e na quinta-feira, 8 de outubro, sempre a partir das 14h. A sessão de quinta já aparece na agenda oficial como a terceira discussão em primeiro turno.
Esse cronograma pode mudar caso o Plenário aprove um calendário especial, mas isso precisa acontecer formalmente. Até a verificação desta matéria, a primeira etapa prevista para hoje continuava sendo discussão.
O que muda com a PEC 221/2019
O texto em tramitação reduz a duração máxima semanal do trabalho de 44 para 40 horas e prevê que a jornada possa ser distribuída em até cinco dias de oito horas.
A proposta também garante dois dias de repouso semanal remunerado, sendo um deles preferencialmente aos domingos, e determina que a redução da jornada não provoque redução salarial.
| Tema | Regra prevista no texto em tramitação |
|---|---|
| Jornada máxima semanal | Redução gradual de 44 para 40 horas |
| Dias de trabalho | Possibilidade de distribuição em até cinco dias de oito horas |
| Descanso semanal | Dois dias remunerados, um deles preferencialmente aos domingos |
| Salário | A redução da jornada não pode provocar redução salarial |
Esses pontos descrevem o texto que está em tramitação. Eles ainda não representam uma regra trabalhista já em vigor.
Como funciona a transição para 40 horas
O texto aprovado pela Câmara estabelece uma transição de 14 meses após eventual promulgação da emenda.
A previsão é que, em até dois meses após a promulgação, a jornada máxima seja reduzida para 42 horas semanais. Doze meses depois, o limite cairia para 40 horas semanais.
Portanto, mesmo se a PEC concluir a tramitação, a mudança de 44 para 40 horas não ocorreria integralmente no dia seguinte à aprovação.
Discussão, votação, aprovação e promulgação não são a mesma coisa
| Etapa | O que significa | Situação em 6 de outubro |
|---|---|---|
| Discussão | Senadores debatem a proposta antes da deliberação | Começa nesta terça |
| Votação | Senadores registram votos sobre o texto | Ainda não é a etapa automática de hoje |
| Aprovação | Exige três quintos do Senado em cada turno | Ainda não ocorreu |
| Promulgação | Transforma o texto aprovado pelas duas Casas em emenda constitucional | Depende da conclusão das votações |
| Entrada em vigor | Passa a produzir efeitos conforme as regras e a transição previstas no texto promulgado | Não ocorreu |
O que falta para a PEC ser aprovada no Senado
Na tramitação ordinária, a PEC precisa passar por cinco sessões de discussão em primeiro turno antes da votação. Para ser aprovada nesse turno, precisa receber ao menos 49 votos favoráveis, três quintos dos 81 senadores.
Depois, a proposta segue para o segundo turno. Antes da nova votação, estão previstas mais três sessões de discussão. O segundo turno também exige pelo menos 49 votos favoráveis.
O Senado pode aprovar um calendário especial para encurtar intervalos regimentais. Se isso acontecer, a cronologia pode mudar, razão pela qual esta página deve ser atualizada durante a tramitação.
A proposta precisa de sanção do presidente?
Não. Propostas de emenda à Constituição seguem um rito diferente dos projetos de lei.
Uma PEC precisa ser aprovada em dois turnos pelas duas Casas do Congresso, com três quintos dos votos em cada votação, conforme o artigo 60 da Constituição Federal. Quando Câmara e Senado aprovam o mesmo texto, a emenda constitucional segue para promulgação pelas Mesas da Câmara e do Senado, sem sanção ou veto do presidente da República.
A Câmara já aprovou a PEC 221/2019 em dois turnos. Se o Senado aprovar o mesmo texto também em dois turnos, a matéria poderá seguir para promulgação. Se houver alteração material no Senado, a parte modificada precisará retornar à Câmara.
Quando o fim da escala 6x1 poderia começar a valer
Não há entrada em vigor imediata apenas porque a PEC entrou na pauta do Plenário.
Primeiro, o Senado precisa concluir as etapas de discussão e votação. Depois, o texto precisa estar aprovado pelas duas Casas na mesma redação e ser promulgado.
Além disso, a própria proposta prevê uma transição. Na redação atual, a jornada passaria para 42 horas em até dois meses após a promulgação e chegaria a 40 horas doze meses depois.
Por isso, ainda não existe uma data definitiva em que todos os trabalhadores passarão a ter a nova jornada.
O que acontece depois da sessão de hoje
Se a primeira sessão de discussão ocorrer como previsto, a PEC continua no calendário de debates do Senado. Há sessões previstas para 7 e 8 de outubro e outras etapas ainda serão necessárias antes da primeira votação.
Esta mesma página deve ser atualizada se houver:
adiamento ou retirada de pauta;
aprovação de calendário especial;
encerramento antecipado das discussões;
votação em primeiro ou segundo turno;
aprovação ou rejeição;
emendas ou mudanças no texto;
definição de data para nova sessão.
Para outros temas de direitos trabalhistas e previdenciários, a DEVM também mantém conteúdos sobre as datas e regras do 13º salário de 2026, a aposentadoria especial após decisão do STF e o afastamento remunerado por violência doméstica.
Perguntas frequentes sobre o fim da escala 6x1
A escala 6x1 acabou?
Não. A PEC 221/2019 está em tramitação no Senado. Nesta terça-feira, 6 de outubro, começa a primeira sessão de discussão em primeiro turno.
O Senado vai votar o fim da escala 6x1 hoje?
A pauta oficial marca a primeira sessão de discussão. A votação não acontece automaticamente nesta terça. O calendário pode ser alterado caso o Plenário aprove um rito especial.
Quantas horas por semana a PEC prevê?
O texto em tramitação reduz gradualmente a jornada máxima de 44 para 40 horas semanais.
O trabalhador perderia salário?
Não segundo o texto atual. A PEC estabelece a redução da jornada sem redução salarial.
Quando a mudança poderia começar?
Somente depois da conclusão da tramitação e da promulgação. O texto atual prevê transição de 14 meses, começando com redução para 42 horas e depois para 40 horas.
Como acompanhar a tramitação sem confundir debate com aprovação
O ponto principal nesta terça-feira é simples: a PEC entrou na fase de discussão no Plenário do Senado, mas o fim da escala 6x1 ainda não está em vigor.
Para acompanhar a mudança de estágio, a referência mais segura é a pauta da sessão e a página oficial da PEC 221/2019 no Senado. A DEVM deve atualizar esta mesma URL conforme cada etapa for formalmente registrada.





