A lobista Roberta Luchsinger teria organizado uma viagem estimada em R$ 1,868 milhão para Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, e familiares em janeiro de 2025. A informação foi publicada pelo UOL nesta segunda-feira, 29 de setembro, com base em reportagem da coluna de Malu Gaspar, de O Globo.
Segundo a publicação, o orçamento da viagem foi encontrado pela Polícia Federal no celular de Luchsinger. A investigação é sigilosa e apura suspeitas de tráfico de influência. A defesa de Lulinha nega que ele tenha cometido crime.
O que a reportagem diz sobre a viagem de Lulinha
O material citado pela reportagem aponta custo médio de aproximadamente R$ 266,8 mil por pessoa. O roteiro teria passado por Suíça, Suécia e Finlândia e incluído hospedagem de alto padrão, serviços de chef e mordomo e atividades de inverno.
Segundo o UOL, mensagens encontradas pela PF indicariam que Roberta Luchsinger pagou um sinal de R$ 339 mil para fechar o pacote em outubro de 2024. A reportagem também cita um voo fretado entre a Suíça e Estocolmo por R$ 220,8 mil.
Esses valores fazem parte de elementos atribuídos à investigação. Como o procedimento tramita sob sigilo, não há decisão judicial pública concluindo que todos os gastos descritos tenham origem ilícita.
Quem é Roberta Luchsinger e o que faz um lobista
Roberta Luchsinger é empresária e é descrita nas reportagens como lobista e amiga de Fábio Luís Lula da Silva. Ela já apareceu em outras apurações relacionadas a contatos empresariais e ao filho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
De forma geral, um lobista atua na representação de interesses diante de pessoas ou órgãos com poder de decisão. A Câmara dos Deputados define o termo como alguém que procura influenciar decisões em favor de interesses próprios ou dos grupos que representa.
Atuar como lobista, por si só, não significa praticar crime. O ponto investigado neste caso é se houve tráfico de influência ou favorecimento indevido em negócios ligados a interesses empresariais.
O que a Polícia Federal investiga
Segundo o UOL, a Polícia Federal investiga se Lulinha e Roberta Luchsinger atuaram para beneficiar interesses da fabricante de fertilizantes Unigel em relação a contratos com a Petrobras.
O inquérito citado na reportagem tramita no Supremo Tribunal Federal sob relatoria do ministro Flávio Dino. A apuração ainda está em andamento e não representa uma conclusão de responsabilidade criminal.
Outros elementos relacionados a Lulinha e Luchsinger também aparecem em investigações derivadas de material obtido pela Polícia Federal. A cobertura de Política e Justiça da DEVM acompanha decisões e documentos públicos à medida que novos atos são divulgados.
O que diz a defesa de Lulinha
A defesa de Fábio Luís Lula da Silva afirmou ao UOL que ele não cometeu crime e que esclarecerá os fatos nos autos e perante as autoridades competentes.
Os advogados também criticaram a divulgação de informações de uma investigação sigilosa e disseram que não comentariam dados que consideram descontextualizados.
Até a última verificação desta matéria, a investigação permanecia em andamento. Não havia decisão judicial pública declarando Lulinha ou Roberta Luchsinger culpados pelos fatos citados na reportagem.





