Pular para o conteúdo
Política e Justiça

TSE adia julgamento de Deltan Dallagnol após eleição ao Senado

TSE adiou o julgamento do registro de Deltan Dallagnol, eleito senador pelo Paraná com 25,14% dos votos válidos. O caso segue sem nova data e a situação jurídica ainda depende do plenário.

Por DEVM5 min de leituraAtualizado em
TSE adia julgamento de Deltan Dallagnol após eleição ao Senado

Compartilhe:

O Tribunal Superior Eleitoral adiou nesta quinta-feira, 8 de outubro, o julgamento do registro de Deltan Dallagnol, eleito senador pelo Paraná no primeiro turno das Eleições 2026. O recurso estava na pauta do plenário, mas não foi analisado por falta de tempo hábil. Ainda não há nova data definida.

Dallagnol recebeu 2.904.594 votos, equivalentes a 25,14% dos votos válidos, e aparece no resultado eleitoral como eleito para uma das vagas do Paraná no Senado. A situação jurídica do registro, porém, continua pendente de decisão colegiada do TSE.

O que aconteceu no TSE em 8 de outubro

O Recurso Ordinário Eleitoral nº 0601276-56.2026.6.16.0000 estava entre os processos previstos para julgamento na sessão do TSE desta quinta-feira. O recurso questiona a decisão do Tribunal Regional Eleitoral do Paraná que havia deferido o registro de Deltan Dallagnol ao Senado.

Segundo a pauta oficial divulgada pelo TSE, o pedido busca o indeferimento do registro e a nulidade dos votos atribuídos à chapa. O relator é o ministro Floriano de Azevedo Marques.

O processo, no entanto, não chegou a ser julgado. A sessão terminou sem tempo hábil para a análise e, até esta atualização, não havia nova data definida para o caso.

Deltan Dallagnol foi eleito senador pelo Paraná

O primeiro turno ocorreu em 4 de outubro. Com a apuração concluída, Deltan Dallagnol recebeu 2.904.594 votos, ou 25,14% dos votos válidos, ficando com uma das duas vagas do Paraná ao Senado.

O próprio TRE-PR informou oficialmente que as vagas do estado serão ocupadas por Filipe Barros e Deltan Dallagnol. Ao mesmo tempo, o recurso sobre o registro de Dallagnol continua pendente no TSE.

A DEVM mantém uma página separada com os resultados das Eleições 2026 e os cenários do segundo turno.

Por que o registro de Deltan ainda está em disputa

O TRE-PR havia deferido o registro de candidatura ao Senado por 4 votos a 3. A decisão foi contestada no TSE, onde os recorrentes sustentam que a inelegibilidade reconhecida no processo eleitoral anterior ainda produz efeitos.

A controvérsia está ligada à saída de Dallagnol do Ministério Público Federal em 2021. Em 2023, o TSE cassou o registro de sua candidatura a deputado federal ao entender que a exoneração havia ocorrido em contexto que atraía a incidência da Lei da Ficha Limpa.

No processo de 2026, o TRE-PR concluiu que o quadro deveria ser novamente analisado à luz dos fatos e procedimentos existentes. É justamente essa decisão regional que está submetida ao TSE.

A DEVM explica em outra matéria a discussão mais ampla sobre mudanças na Lei da Ficha Limpa e o julgamento da ADI 7881 no STF. Trata-se de outro processo, sem relação direta com o recurso de Deltan.

O que mudou na véspera e no dia da eleição

Na véspera do primeiro turno, o relator Floriano de Azevedo Marques proferiu decisão individual pelo indeferimento do registro e determinou efeitos sobre os votos da chapa.

No dia da eleição, o presidente do TSE, ministro Kassio Nunes Marques, suspendeu os efeitos dessa decisão individual até que o caso fosse analisado pelo colegiado. Com isso, os votos recebidos por Dallagnol foram contabilizados no resultado do primeiro turno.

A sequência é importante porque explica por que o candidato aparece como eleito nos resultados e, ao mesmo tempo, continua com o registro submetido a julgamento no TSE.

A suspensão da campanha ainda é o ponto principal do caso?

Não. A suspensão dos atos de campanha foi o fato central antes do primeiro turno e explica o histórico desta página. Naquele momento, uma cautelar do TSE restringiu propaganda eleitoral, uso de recursos públicos e outros atos de campanha enquanto o recurso sobre o registro permanecia pendente.

Com o primeiro turno encerrado, o ponto central passou a ser a validade do registro de candidatura e os efeitos da futura decisão sobre a eleição e a diplomação.

Por isso, a URL foi mantida para preservar o histórico do caso, mas o conteúdo passa a acompanhar o estágio atual do processo.

O que pode acontecer quando o TSE julgar o recurso

O plenário terá de decidir se mantém o deferimento concedido pelo TRE-PR ou se acolhe o recurso contra o registro.

Se o registro for mantido, a situação jurídica que hoje permanece pendente é superada no âmbito desse julgamento. Se o recurso for acolhido, caberá ao TSE definir os efeitos concretos da decisão sobre os votos atribuídos à chapa e sobre a vaga no Senado, além de eventuais recursos posteriores.

O pedido apresentado ao Tribunal inclui o indeferimento do registro e a nulidade dos votos da chapa. Isso não autoriza antecipar, antes do julgamento, qual será a solução final adotada pelo colegiado.

Cronologia do caso em 2026

  • 8 de setembro: o TRE-PR deferiu o registro de Deltan Dallagnol ao Senado por 4 votos a 3;

  • setembro: uma decisão cautelar no TSE restringiu os atos de campanha enquanto o recurso permanecia pendente;

  • 3 de outubro: na véspera da eleição, o relator Floriano de Azevedo Marques decidiu individualmente pelo indeferimento do registro;

  • 4 de outubro: Kassio Nunes Marques suspendeu os efeitos da decisão individual e os votos foram contabilizados;

  • 4 de outubro: Deltan recebeu 2.904.594 votos e apareceu como eleito senador pelo Paraná;

  • 7 de outubro: o TSE confirmou o recurso na pauta da sessão do dia seguinte;

  • 8 de outubro: o julgamento foi adiado sem nova data definida.

O que acontece agora

O caso continua pendente no Tribunal Superior Eleitoral. A próxima mudança relevante será uma nova inclusão em pauta, eventual decisão processual ou o julgamento colegiado do recurso.

Até que isso aconteça, a informação mais precisa é: Deltan Dallagnol aparece como eleito senador pelo Paraná, mas o registro de sua candidatura ainda aguarda decisão final do TSE no recurso atualmente pendente.

Esta página será atualizada quando o Tribunal divulgar uma nova data ou julgar o processo.

Perguntas frequentes

O TSE já julgou a candidatura de Deltan Dallagnol ao Senado?

Não. O recurso estava na pauta do TSE em 8 de outubro de 2026, mas o julgamento foi adiado porque não houve tempo hábil para a análise. Até esta atualização, não havia nova data definida.

Deltan Dallagnol foi eleito senador em 2026?

Nos resultados do primeiro turno, Deltan Dallagnol recebeu 2.904.594 votos, equivalentes a 25,14% dos votos válidos, e aparece como eleito para uma das vagas do Paraná no Senado. O registro da candidatura, porém, ainda depende do julgamento do recurso no TSE.

Por que o registro de Deltan ainda está sendo julgado?

A decisão do TRE-PR que deferiu a candidatura foi contestada no TSE. A controvérsia envolve a aplicação da Lei da Ficha Limpa e os efeitos de decisões anteriores sobre a saída de Dallagnol do Ministério Público Federal.

O que acontece se o TSE indeferir o registro?

O recurso pede o indeferimento do registro e a nulidade dos votos atribuídos à chapa. Os efeitos concretos sobre os votos, a vaga e eventuais recursos dependerão do conteúdo da decisão que o plenário do TSE vier a adotar.

Quando será o novo julgamento de Deltan Dallagnol?

Até a atualização de 8 de outubro de 2026, o TSE ainda não havia divulgado uma nova data para o julgamento do recurso.

Fontes e referências

Documentos, dados, declarações e reportagens citados neste artigo.Como usamos as fontes

  1. Pauta de julgamentos do TSE de 8 de outubro de 2026Tribunal Superior Eleitoral
  2. Sergio Moro é eleito governador do Paraná; vagas ao Senado ficam com Filipe Barros e Deltan DallagnolTribunal Regional Eleitoral do Paraná
  3. TSE adia julgamento sobre candidatura de Deltan DallagnolFolha de S.Paulo
  4. TSE marca julgamento sobre candidatura de DallagnolCNN Brasil

Compartilhe:

Autor

DEVM

Conteúdo publicado pela equipe editorial da DEVM.

Editor principal: Jorge Mira.