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Tempestade geomagnética de até G2 é prevista para sexta

NOAA prevê condições geomagnéticas entre G1 e G2 em 9 de outubro com a chegada de uma CME. Veja o que pode acontecer com internet, GPS, satélites e no Brasil.

Por DEVM7 min de leituraAtualizado em
Tempestade geomagnética de até G2 é prevista para sexta

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A NOAA mantém para 9 de outubro de 2026 um alerta de observação para uma possível tempestade geomagnética entre os níveis G1 e G2, de intensidade menor a moderada. O fenômeno está ligado a uma ejeção de massa coronal lançada pelo Sol em 6 de outubro e que deve alcançar a Terra ao longo desta sexta-feira.

Apesar do aumento das buscas sobre tempestade solar, não existe previsão oficial de apagão generalizado de internet, energia ou GPS no Brasil. O nível G2 pode causar efeitos em sistemas específicos, principalmente em altas latitudes, mas não deve ser tratado como um evento extremo.

A NOAA publicou o watch G2 em 6 de outubro. Na previsão geomagnética mais recente consultada pela DEVM, a agência atribui 45% de probabilidade de tempestade moderada em 9 de outubro.

Tempestade geomagnética pode atingir a Terra nesta sexta

O Space Weather Prediction Center da NOAA prevê condições de G1 — Minor a G2 — Moderate em 9 de outubro com a chegada esperada de uma CME associada a um flare solar M1.4 da Região Ativa 4549.

Isso é uma previsão. Na manhã de 8 de outubro, o evento principal ainda aparecia no painel de modelos do NASA CCMC sem parâmetros de chegada observados.

A própria previsão de três dias da NOAA mostra por que o termo “pode” é importante: para 9 de outubro, a probabilidade publicada era de 25% para tempestade menor, 45% para moderada e 10% para níveis fortes ou superiores. A intensidade final só poderá ser confirmada quando o material solar interagir com o ambiente magnético da Terra.

O que aconteceu no Sol

Em 6 de outubro, observações registraram uma ejeção de massa coronal, ou CME, com componente direcionado à Terra. O evento está associado a um flare solar M1.4 produzido pela Região Ativa NOAA 4549.

Flare solar e CME não são a mesma coisa.

  • Flare solar: liberação intensa de energia e radiação na atmosfera do Sol.

  • CME: grande quantidade de plasma e campo magnético expelida da coroa solar para o espaço.

Neste caso, os dois fenômenos estão relacionados. O NASA Community Coordinated Modeling Center registra a CME principal com início às 06:23 UTC de 6 de outubro e velocidade modelada na faixa aproximada de 560 a 600 km/s, dependendo do método utilizado.

O que significa tempestade G2

A NOAA classifica tempestades geomagnéticas em uma escala que vai de G1 a G5:

Escala de tempestades geomagnéticas da NOAA
NívelClassificaçãoKp
G1Minor5
G2Moderate6
G3Strong7
G4Severe8
G5Extreme9

Para G2, a NOAA lista efeitos moderados: alertas de tensão em redes elétricas de altas latitudes, necessidade eventual de correções de orientação em satélites, alterações de arrasto que afetam previsões de órbita, desvanecimento de rádio HF em altas latitudes e auroras observadas em torno de 55° de latitude geomagnética.

G2 não é a categoria máxima. Os níveis com efeitos mais severos são G3, G4 e G5.

Quando a tempestade pode chegar

Não existe um horário único garantido. Os modelos disponíveis apresentam janelas diferentes para a CME principal.

Um modelo NASA WSA-ENLIL estima chegada por volta de 04:16 UTC de 9 de outubro, com margem de aproximadamente sete horas. Um modelo do Met Office aponta 04:00 UTC, com margem de seis horas. Já a média dos modelos do NASA CCMC fica perto de 08:05 UTC.

Por isso, a formulação mais segura é: a chegada é esperada ao longo de 9 de outubro, com vários modelos concentrando a possibilidade nas primeiras horas do dia, mas o horário exato pode variar.

Previsões de CME são atualizadas conforme novos dados chegam. O horário estimado não deve ser tratado como um compromisso exato.

A tempestade geomagnética pode derrubar a internet?

Não existe previsão oficial de queda generalizada da internet para este evento G2.

A escala oficial da NOAA para G2 não lista apagão global de internet, colapso de redes móveis ou interrupção generalizada da infraestrutura digital. Os efeitos descritos são mais específicos e se concentram em sistemas elétricos, satélites e rádio HF, principalmente em altas latitudes.

Isso não significa que tempestades geomagnéticas nunca possam afetar tecnologia. Eventos muito mais intensos podem produzir perturbações maiores em sistemas de energia, navegação e comunicação. Mas não é correto transportar os piores cenários de uma tempestade G5 para uma previsão atual de até G2.

GPS e satélites podem ser afetados?

Satélites estão entre os sistemas que podem sentir efeitos de uma tempestade geomagnética moderada. A NOAA cita possíveis correções de orientação e mudanças no arrasto atmosférico, que podem alterar previsões de órbita.

Para navegação por satélite, o risco tende a crescer em tempestades mais fortes. Um material operacional da própria NOAA classifica G2 como nível em que não se espera, de forma típica, efeito significativo sobre navegação por satélite, enquanto problemas intermitentes passam a aparecer com mais clareza a partir de G3.

Assim, não há base para afirmar que “o GPS vai parar”. O cenário atual pede monitoramento, especialmente para operações espaciais e sistemas mais sensíveis.

O Brasil pode sentir efeitos?

Os efeitos de uma tempestade G2 tendem a ser mais importantes em altas latitudes. A NOAA não publicou alerta específico prevendo apagão ou queda generalizada de internet no Brasil por causa deste evento.

O país pode participar do monitoramento de variações ionosféricas, rádio e sistemas de posicionamento, mas qualquer impacto concreto precisa ser observado e confirmado. Não é correto antecipar falhas generalizadas.

Radioamadores podem acompanhar as condições de propagação HF, embora a NOAA destaque esse tipo de efeito principalmente em latitudes mais altas.

Será possível ver aurora no Brasil?

Não é esperado com a previsão G2 atual.

A NOAA associa G2 a auroras observadas aproximadamente até 55° de latitude geomagnética, com exemplos históricos como Nova York e Idaho. O Brasil fica muito mais próximo do equador geomagnético.

Por isso, não há base oficial para prometer aurora no Sul do Brasil com este watch G2. Auroras em latitudes excepcionalmente baixas estão associadas a tempestades mais intensas e a condições específicas.

G2 é perigosa?

G2 significa Moderate, ou moderada. É um nível que merece monitoramento de operadores de infraestrutura, satélites e rádio, mas não corresponde à categoria de tempestade extrema.

Para o público geral no Brasil, a previsão atual não exige comportamento de emergência. A principal recomendação é acompanhar atualizações oficiais e desconfiar de afirmações de que a internet mundial vai cair, que haverá apagão inevitável ou que o GPS deixará de funcionar.

O que acontece agora

A NOAA continuará acompanhando o vento solar e o campo magnético interplanetário. A intensidade geomagnética real depende não apenas da velocidade da CME, mas também da orientação do campo magnético transportado por ela quando atingir a Terra.

Se a CME chegar e G2 for efetivamente observado, a DEVM deve atualizar esta mesma URL com horário de chegada, Kp máximo, warning ou alert emitido pela NOAA e impactos registrados.

Se o nível ficar em G1 ou abaixo, a atualização também deve registrar o resultado real. Não será criada outra página apenas para informar a chegada.

Perguntas frequentes

O que é uma tempestade geomagnética G2?

É uma perturbação moderada do campo magnético terrestre. Na escala da NOAA, G2 corresponde a Kp 6.

Tempestade geomagnética pode derrubar a internet?

Uma tempestade G2 não é classificada pela NOAA como cenário típico de queda generalizada da internet. Os efeitos previstos são mais específicos, especialmente em sistemas de altas latitudes, satélites e rádio HF.

A tempestade pode afetar o Brasil?

Os efeitos de G2 tendem a ser mais relevantes em altas latitudes. Não existe previsão oficial de apagão generalizado ou queda de internet no Brasil causada por este evento.

Será possível ver aurora no Brasil?

Não é esperado com a previsão G2 atual. A NOAA relaciona esse nível a auroras observadas aproximadamente até 55° de latitude geomagnética.

Quando a tempestade geomagnética chega?

A chegada da CME é prevista para 9 de outubro. Os modelos apresentam diferentes horários e margens de incerteza, portanto não existe horário exato garantido.

Perguntas frequentes

O que é uma tempestade geomagnética G2?

É uma perturbação moderada do campo magnético terrestre. Na escala da NOAA, G2 corresponde a Kp 6.

Tempestade geomagnética pode derrubar a internet?

Uma tempestade G2 não é classificada pela NOAA como cenário típico de queda generalizada da internet. Os efeitos previstos são mais específicos, especialmente em sistemas de altas latitudes, satélites e rádio HF.

A tempestade pode afetar o Brasil?

Os efeitos de G2 tendem a ser mais relevantes em altas latitudes. Não existe previsão oficial de apagão generalizado ou queda de internet no Brasil causada por este evento.

Será possível ver aurora no Brasil?

Não é esperado com a previsão G2 atual. A NOAA relaciona esse nível a auroras observadas aproximadamente até 55 graus de latitude geomagnética.

Quando a tempestade geomagnética chega?

A chegada da CME está prevista para 9 de outubro de 2026. Os modelos apresentam horários diferentes e margens de incerteza, portanto não existe horário exato garantido.

Fontes e referências

Documentos, dados, declarações e reportagens citados neste artigo.Como usamos as fontes

  1. G2 (Moderate) Geomagnetic Storm Watch for 09 OctNOAA Space Weather Prediction Center
  2. 3-Day Geomagnetic ForecastNOAA Space Weather Prediction Center
  3. NOAA Space Weather ScalesNOAA Space Weather Prediction Center
  4. CME Scoreboard — EarthNASA Community Coordinated Modeling Center

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Autor

DEVM

Conteúdo publicado pela equipe editorial da DEVM.

Editor principal: Jorge Mira.